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Autoestima: você cuida da sua?

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Ter uma opinião emocional favorável sobre si mesmo, valorizar a própria aparência, gostar de si: são questões extremamente importantes para mantermos a autoestima elevada.

Segundo a Psicologia, a autoestima é um sentimento de valor que damos às nossas características físicas e mentais, e que pode ser modificado ao longo do tempo – tanto para melhor, quanto para pior.

A psicóloga Nadime Haddad afirma que a autoestima, ou “gostar de si mesmo”,  só é possível quando nos sentimos bem em sermos quem somos. “É estar confortável na própria pele, sendo nós mesmos, da forma mais espontânea e verdadeira possível” – diz. Para que isto aconteça, é necessário que a pessoa se conheça bem, cada dia mais e melhor, e que saiba do que gosta ou não. Além disso, deve tomar consciência das suas habilidades, suas potencialidades, e também, das suas dificuldades e limites. Desta forma, a pessoa poderá fazer escolhas que sejam boas para ela, ou seja, evitar situações ou relacionamentos que não tenham nada a ver com suas características, e que poderiam ser nocivos ou tornar a vida desprazerosa e insuportável. “Não dá para gostarmos de nós mesmos, se não estivermos alinhados com o que tem a ver com a gente; porque do contrário, nossa existência vai se azedando, se entristecendo, se deprimindo, o mau humor toma conta, a fadiga e o estresse também, e vamos nos “enfeiando” por fora e por dentro” – afirma a psicóloga. Para ela, saúde, beleza e bom humor andam juntos – afinal, não tem como gostar de si mesmo se a existência estiver doente ou desconfortável, desalinhada com seus princípios e sua autenticidade.

Nadime Haddad

Meios utilizados

A pedagoga Joseani Domingos conta que foi uma adolescente gordinha e que brigou muito com a balança. Fez dietas, exercícios e teve muito apelido desagradável. Mas, com o passar do tempo, essa situação mudou. “Conforme fui crescendo e amadurecendo, ganhei confiança e mudei a minha postura corporal, que antes mantinha os ombros curvados para frente e depois, passei a ter uma postura elevada. Isso me ajudou muito! – afirma. Para ela, a autoestima vem de dentro para fora. “Se a pessoa não gostar de si, não adianta comprar roupas caras ou maquiagens! Tem que se gostar por dentro!” – diz.

Hoje Joseani afirma que sua autoestima é ótima e que ela aprendeu a gostar muito de si, da pessoa que se tornou, do conjunto: pessoa, aparência, ser humano. Ela diz ainda que, o importante é não fazer comparações, porque somos únicos.”O mais importante de tudo é que sou muito grata a Deus por ser quem sou!” – afirma.

Joseani Domingos

A empresária Camilla Neto conta que mantém a sua autoestima elevada por meio de vários recursos, como por exemplo, usando maquiagem – baton, rímel e lápis de olho – e até mesmo, comprando uma roupa nova. “Estar sempre linda, de bem consigo mesma, melhora sem dúvida o nosso humor e, consequentemente, o nosso dia!” – afirma Camilla.

Camilla Neto

De acordo com Nadime Haddad, tudo o que cair bem para uma pessoa, irá elevar a sua autoestima. Toda forma de cuidado ajuda muito, e faz com que ela se goste. Porém, para que isto tenha um efeito real e duradouro, é importante que este cuidado tenha a ver com a pessoa. “O que eleva a autoestima é o encaixe daquilo que a pessoa se propicia, mais a sua personalidade e a sua essência. Ela sente uma coerência muito boa e profunda, e isto faz com que ela esteja feliz, satisfeita consigo mesma, e muito bem com o ambiente e com os outros”- argumenta.

Sem exageros

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Existem pessoas que fazem de tudo para estar mais jovens, mais bonitas e com uma aparência mais interessante aos olhos dos outros e de si mesmo. Porém, há casos em que isso extrapola e pode virar uma obsessão.

“Quando as pessoas pensam em procedimentos estéticos ou em compras para elevar a sua autoestima, isto pode ser uma armadilha, pois elas podem sentir-se bem num primeiro momento, numa ilusão de estarem mais bonitas ou realizadas, para em seguida, do nada, vir uma sensação de vazio ou depressão”- destaca Nadime.

A psicóloga afirma que isso acontece quando compramos algo que, no fundo, não tem nada a ver conosco, mesmo que esteja na moda. Ou mesmo quando compramos algo para substituir outra necessidade que temos. Então, a solução é nos observarmos com amor e reconhecermos: do que é que precisamos naquele momento, e o que queremos? O que de fato combina com a gente. O que nosso corpo pede e precisa? O que nossa alma pede e precisa? Aí sim, partindo desta verdade e deste autoconhecimento, nós buscamos os cuidados estéticos, os presentes, os mimos, as relações sociais, os livros, as viagens, a espiritualidade, o lazer, os estudos, os trabalhos – tudo aquilo que nos supre e nos torna mais belos e mais nutridos.

Para elevar a autoestima

Maquiagem realizada de acordo com as técnicas visagistas

Segundo a visagista e maquiadora Elisângela Salgado, uma boa maquiagem e um trabalho de visagismo podem elevar a autoestima. Além disso, temos hoje no mercado outros recursos que podem fazer com que a pessoa sinta-se incrível. São eles: a consultoria de imagem, o personal shopper e a coloração pessoal.

“Quando estamos com a autoestima baixa não temos vontade de fazer nada, mas isso pode ser mudado com uma bela maquiagem, ou após uma avaliação de um visagista, que é um profissional treinado para perceber seu temperamento, seu estilo de vida e seu trabalho. Ele ajuda a pessoa a se expressar por meio do seu visual. Com essa análise, é possível definir quais os melhores cortes de cabelo, o estilo de roupa, a maquiagem, o modelo de óculos ideal e os acessórios. E tudo com base no tipo físico dela” – afirma Elisângela. Para ela, uma boa maquiagem pode fazer a diferença em instantes, pois dá poder à mulher, além de confiança e estilo.

Elisângela Salgado

Segundo a visagista, também existem casos em que as pessoas que possuem baixa autoestima devido a problemas de pele, por exemplo. São os casos de acnes, vitiligo, olheiras profundas, cicatrizes, melasmas e outros. Porém, com uma maquiagem bem elaborada, este problema pode ser amenizado. “Conseguimos disfarçar, fazendo com que a mulher sinta-se melhor e seja aceita na sociedade. E, consequentemente, acredite mais no seu empoderamento” – afirma.

Outro recurso utilizado para deixar as pessoas mais bonitas e confiantes é a micropigmentação, técnica em que é realizada a implantação de pigmentos, simulando fios, pêlos e contornos, por um profissional especializado.

 

Micropigmentação

De acordo com a micropigmentadora Paula Daniel, que tem sua clínica em Orlando, atualmente existem diversas técnicas que elevam a autoestima das pessoas em relação ao rosto, mais especificamente, sobre a aparência dos fios de sobrancelhas por exemplo. Este recurso estético, em alta no momento, auxilia principalmente mulheres que por diversos motivos perderam os fios naturais ou para quem quer dar um belo upgrade no visual.

O procedimento estético pode ajudar as pessoas com Alopécia – doença que faz a pessoa perder fios e cabelos – ou aquelas que retiraram as sobrancelhas de modo equivocado, ou mesmo para as pessoas que não possuem um formato definido de sobrancelhas. “Diante desses problemas, a micropigmentação entra para simular fios e até cabelos” – conta Paula. “Presenciei pessoas emocionadas literalmente ao se olharem no espelho após o procedimento” – conta.

Paula Daniel

 

 Baixa autoestima

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Os perigos da baixa autoestima são muitos. Baixa autoestima é como estarmos de mal conosco ou longe de nós mesmos. É nos tratarmos com indiferença ou nos abandonarmos. Uma pessoa com baixa autoestima tem uma sensação constante de que algo está errado consigo. Nada está totalmente bom, não gosta muito de nada, parece que “sempre” está faltando alguma coisa. Normalmente se retrai socialmente e seu desenvolvimento fica muito comprometido. Pode ter sintomas físicos ou psíquicos. Normalmente é desleixada consigo mesma e com suas coisas. Sente-se desmotivada com facilidade, achando que não vale a pena levar adiante seus projetos. A baixa autoestima pode desencadear doenças físicas e quadros depressivos.

Segundo a psicóloga Nadime Haddad, o ponto de partida para a pessoa sair desta situação é buscar ajuda para identificar quem ela é, como ela é, do que realmente gosta e precisa. E a partir disso, começar a suprir devidamente as suas necessidades. “Nós nos conhecemos também por meio do olhar do outro, mas um olhar que seja respeitoso e sensível o suficiente, para que possamos nos ver de outra maneira, mais justa, mais bonita!” – afirma.

 

 

 

 

 

 

 

Alethéa Mantovani é jornalista e pedagoga. Trabalha com jornalismo impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Adora escrever sobre comportamento, educação, moda, turismo e temas da atualidade.

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